Conselhos de um millenial, para quem tem vinte e poucos anos (ou menos)

Já faz algum tempo que eu tinha em mente escrever este texto. E assim, eu tinha tanta coisa linda para dizer. Eu queria falar sobre protetor solar. Eu queria falar sobre benefícios para a pele ao tomar 2L de água por dia. Porém, risos: Falar dessas coisas para a turminha da Geração Z, que — caso seja preciso — passa protetor solar no meio do pão, de manhã, e faz o que for preciso para ficar igual o filtro do Instagram. Foi complicado escrever este texto levando em conta a minha visão de mundo, baseado no meu eu de 12 anos atrás, mas projetando isso nos possíveis cenários do futuro. Com tanta pauta fácil para escrever, eu fui logo escolhendo uma temática difícil como essa. Porque eu sou assim, ein? *Se olhando no espelho*. 

Absolutamente, do nada.
Eu posso te dizer que em algum momento — entre os seus 20 e 30 anos —  vai te dar um surto e você vai querer comprar DO NADA uma coisa absolutamente aleatória, tipo um violão, ou uma guitarra. Vai tentar tocar algumas vezes, e a guitarra vai ficar lá, largada, forever. Pode ser também uma bike elétrica, um PC Gamer. Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Mas o surto permanece. Eu adoro essa palavra, surto. 

Eu tô falando do avião loiro que vem aí (Tchan, É o – 1994)
Outra coisa que provavelmente você também vai querer, é platinar o cabelo. Eu não te conheço, mas eu posso te dizer que em algum momento, você vai querer usar cabelo loiro. É do DNA do ser humano, tá ali, enraizado, querer fazer merda no cabelo. Eu não vou dar spoiler dessa história. Só vou te dizer que você vai se sentir muito feliz e gostozo(a) nos primeiros tempos, mas vai raspar a hora que começar a amarelar. E vai ficar com dó de jogar fora os tonalizantes caríssimos que comprou, igual eu, que tenho os potinhos desde 2012. Inclusive, quer comprar?

Ela não tá interessada em você 🙁
Me fale sobre você? Ah sim, você vai ouvir essa pergunta milhares de vezes nas entrevistas de emprego. Mas no caso, a pessoa não quer saber da sua viagem para Santos em 2016. Ou do show da Ariana Grande em São Paulo, que você foi quando tinha 14. É só pra contar seu histórico profissional. 

Tenho algo a dizer sobre tatuagens e corretivos de fita.
Eu não sei como serão os papéis de trouxa do futuro. Mas não importa o quanto você ame uma pessoa, jamais tatue o nome dela. Ou as iniciais. Ou qualquer coisa. Me promete isso? Pelo amor de Deus *chorando preocupado aqui*.  O mesmo conselho sobre modinhas de tatuagens do momento: Vai dar vontade, mas não faça. Remoção a laser deixa cicatriz, just saying. Eu já aproveito também para falar do corretivo de fita, sabe? Então, serve pra nada.

Lonely, I’m mr. Lonely (Akon, 2005)
E falando em ser trouxa, podem se passar 100 anos, que essa dica ainda estará fresh. Eu acho que a tecnologia vai deixar as pessoas muito mais carentes e solitárias. Por isso, se envolva com alguém quando estiver afim, e não carente. Isso vai te livrar de desgraçar sua cabeça, e ficar meses — até anos — tentando superar alguém. O bom é que o tempo cura tudo. Uma verdade difícil de ouvir: Se você tá carente, você talvez não esteja pronto pra se relacionar. É que não é tendo alguém na sua vida, que você vai acabar com esse sentimento de vazio. A verdade é que carência, também pode ser falta de sí mesmo. 😐

Tenho uma notícia boa e uma ruim.
Quando você pensar que algum dia é o pior dia da sua vida, não se engane. É o pior dia da sua vida, até agora. Mas calma, você vai descobrir que você é mais forte do que imagina. E por último, mas não menos importante: Desenvolva seu lado espiritual. O vale dos 20 e poucos anos é confuso e cheio de ciladas. Seguir uma filosofia de vida que você se identifica, vai te ajudar a se encontrar, e se você se encontrar, você encontrará todo o resto que procura. Olha que coisa beleza.

Plus: Tudo o que é anos 90 e anos 2000 é “cringe”, sinônimo de constrangedor, embaraçoso. Eu até concordo com muito dessa afirmação. Algumas coisas no Brasil eram surreais tipo a Valéria Valença aparecendo nua na hora do almoço. Minha nova ilustração fala justamente sobre essa infância nos distantes anos 90, cercada de sexualidade subliminar.

Published by Guto

Pai Pet, dono de cinco suculentas. Blogueiro e Ilustrador. Roller boy. Blood marry é horrível.

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