Ele desenha, ele escreve, ele edita, ele faz o corre dele

Não sei se você acredita em astrologia. Mas Lua em leão é um perigo. O cuidado para este texto não se tornar um melodrama demagogo com ares de self-made man me deixou até com calor. Eu precisei tirar a brusinha.  Meu — já falecido — pai era mecânico da Varig. Nos anos 80, ele foi transferido da caótica São Paulo para trabalhar na pacata São José dos Pinhais – PR. Meus brinquedinhos de infância? Avião de pilha. Aviãozinho caça. Torre de aeroporto. Cone de estacionamento. Quando adulto, adivinhem. Ele queria que eu fosse piloto da Aeronáutica. Jura, pai?

Minha irmã, que adivinhem só — ele desejava que virasse aeromoça — era muito incentivada a aflorar seu lado artístico, freqüentando aulas de balé e piano enquanto eles moravam em São Paulo. Logo, eu não sei dizer se meu pai, caso estivesse vivo, teria ficado decepcionado ou feliz quando entre a oitava série e o primeiro ano do ensino médio, em 2004, passei a ter um interesse por artes visuais. Eu me refugiava no meu próprio mundo quando folheava revistas especializadas no assunto como Computer Arts, Zupi, etc.

Nunca fui mau aluno. Mas eu faltava dias seguidos na escola, por passar a noite toda olhando publicações, fóruns de arte digital, tutoriais, etc. Era uma espécie de fuga de realidade. Eu lembro que esses foram tempos bem difíceis, pois além dos problemas da adolescência, eu também tive depressão até os 25 anos.

Tempos depois — com nossa situação mais tranqüila, em 2008 — para atender aos interesses de minha mãe, fiz vestibular para cursar Design, em uma faculdade particular. Passei. Mas, totalmente desmotivado, abandonei ainda no primeiro semestre. Risos.

Não ter freqüentado uma graduação não me impediu de aprender (sou autodidata). Eu sempre soube — e sempre disse — que conhecimento é muito importante. Desde sempre, eu fui muito cuidadoso na construção da minha imagem profissional. Sempre dei o meu melhor nos estágios e empregos por onde passei, e projetos que assumi. Através de muitas experiências desafiadoras e barreiras que eu precisei vencer ao longo do caminho, eu consegui desenvolver habilidades com ilustração, vídeo e escrita.

Hoje, o meu consenso é que teria sido melhor a sala da faculdade, do que ter saltado de pára-quedas no mercado de trabalho, como eu fiz. Quando olho para trás, eu não me sinto confortável com o meu processo de desenvolvimento ter sido tão precoce, na prática. Mas o passado não define nosso futuro, então tá tudo certo.

Aos 25 anos, através da natação, eu consegui dar os primeiros passos para vencer a depressão. Nessa idade, eu comecei a me preocupar mais com meu bem estar e saúde emocional. Eu passei a entender como é importante a gente estar bem consigo mesmo para estruturar a nossa vida.

Hoje eu estou a frente da SJK, a minha empresa onde eu posso explorar o máximo do potencial da minha criatividade. Como vocês puderam ver, eu também gosto muito de escrever.  Não deixe de visitar o blog, e também acompanhar meus conteúdos no Instagram e Tiktok.

Vou finalizar esse texto com meu mantra de vida: Leve o tempo que for para dar o passo. Mas quando for, dê o passo completo. Se você deu meio passo, você ainda não saiu do lugar.

Published by Guto

Pai Pet, dono de cinco suculentas. Blogueiro e Ilustrador. Roller boy. Blood marry é horrível.