Capas de discos que são obras de arte

Não é sábio julgar um livro pela capa. Conforme eu falo nesse outro texto sobre as conspirações envolvendo o Rock, uma das mensagens mais poderosas desse estilo musical é justamente não julgar pelas aparências.  Logo, para um disco ser bom, ele não precisa necessariamente ter uma capa bonita. Um bom exemplo, são os últimos álbuns da Lana Del Rey — com capas que não tem muito design —  a produção musical é tão impecável que simplesmente dispensa o apelo estético. E olha que eu sou ilustrador, é difícil admitir isso. Mas tem vezes que os artistas se superam e entregam verdadeiras obras de arte visuais.

O minimalismo da capa do Back in Black, do AC/DC (1980)

Vamos abrir o post falando do AC/DC e do design minimalista e atemporal da capa do Back in Black (1980). Eu fico muito chocado quando analiso a identidade visual do AC/DC, é tudo muito tipo *nível obra de arte*.  Além das músicas terem uma qualidade incontestável, a identidade visual do AC/DC é muito elaborada e bem feita, desde a capa dos discos até o design stage das tours. Tudo tão bem feito que Inclusive artistas mainstream do Pop como a deusa Madonna já beberam dessa fonte. Na Mdna Tour (2012), o sino usado na abertura da tour é muito parecido com o usado pelo AC/DC em 91 na versão ao vivo de Hell Bells, no DVD Live at Donington. Um sino de 2 toneladas.

A objetividade de The Wall, do Pink Floyd (1979)

O projeto gráfico criado pelo cartunista Gerard Scarfe faz um casamento perfeito com o contexto do álbum. A parede de tijolinhos brancos fazendo unidade com o título do lead single
“Another brick on the wall” (mais um tijolo na parede) é incomparável. E eu valorizo ainda mais o trampo do Gerard, pois essas composições visuais mais simples e minimalistas são muito mais difíceis de fazer do que composições cheias de elementos.

A aquarela de Vodoo Soup (1995), do Jimi Hendrix

Eu acho muito linda essa ilustração que foi usada no disco póstumo Vodoo Soup. Ela se alinha perfeitamente ao título do disco, sendo uma aquarela feita pelo artista Francês Jean Giraud, baseada em uma foto tirada pelo fotógrafo Jean-Nöel Coghe, do Jimi tomando sopa, em um café em Paris. Fonte.

A capa de “Like Clockwork”, do QOTSA (2013)

Feita pelo artista inglês Boneface (fodááástico demais), eu acho essa capa muito linda, inspirada em Drácula.
Eu gosto demais desse estilo de ilustração meio zombie, chamado de Grim Art. E a cor vermelha, ah, que cor linda.

A capa misteriosa de Dangerous, do Michael Jackson (1991)

Essa capa foi produzida pelo pintor americano Mark Ryden, considerado um integrante do movimento “Low Bow”, ou surrealismo Pop. Das referências que foi possível identificar foi que o macaquinho na parte superior do letreiro é o Bubbles, chimpanzé de estimação do MJ que vivia no rancho Neverland. Segundo o que li, a capa tem como background a visão de Michael sobre sua obra e toda a indústria que existe ao redor disso.

Published by Guto

Pai Pet, dono de cinco suculentas. Blogueiro e Ilustrador. Roller boy. Blood marry é horrível.

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