Dica de rolê: Eldorado Paulista

Olá meus Salvers. Vocês sabiam que, não importa a tempestade,  não é a água que esta ao redor de um navio que afunda ele, mas sim a água que esta dentro dele? A data de hoje — com a notícia do lockdown, agaaaain, seguido da maior alta de mortes por Covid desde o início da pandemia — foi um golpe duro no nosso emocional.

Uma das melhores formas de manter a calma, a saúde emocional e a esperança, é se lembrar dos momentos bons. Pode parecer uma coisa boba, mas com certeza olhar fotografias de viagens e momentos especiais da nossa vida faz a gente se sentir melhor. E hoje, eu preciso escrever para ficar bem. E vou compartilhar com vocês uma das melhores trips que eu já fiz. Ótima dica de rolê para o pós pandemia.

A cidade de Eldorado, em São Paulo, não tem esse nome á toa. Quando caímos na estrada, saindo de Curitiba ainda de madrugada, eu não imaginava que esse lugar era realmente um tesouro escondido. Com rios de água cristalina, cachoeiras da altura de arranha céus, e uma das maiores cavernas do mundo, é um paraíso que pouca gente conhece. Pouco antes de amanhecer, eu abri os vidros do ônibus para sentir o cheiro do ar da noite. Já notaram como tem um aroma diferente? A noite de céu limpo denunciava que o dia seria ensolarado.

E assim, foi. Começamos nosso roteiro partindo da base do Parque Estadual de Jacupiranga, subindo a pé por uma estradinha de aproximadamente 4km, subidinha difícil até chegar na entrada oficial da trilha, esta sendo por dentro da vegetação. Mesmo estando vacinado, na época estava tendo um surto imenso de febre amarela — sendo ali o epicentro. O cy fechava de medo, ao sentir a menor picadinha de mosquito haha.

Eu não sabia se aguentaria completar os 7 km do nosso segundo itinerário, chamado de Vale do Rio das Ostras. Essa trilha acompanha toda a margem de um riacho de águas cristalinas que nasce numa cachoeira de 56 metros de altura. Em alguns pontos, existem quedas da água com profundidade de 4 metros, onde o pessoal aproveita para saltar. Peguei coragem e fui um dos que pulou haha. Foi muito bom haha!

Alguns trechos da trilha é preciso andar em pontes de madeira. Em outros, subir encostas apoiado por cordas que dão dentro do rio. Eu me senti naqueles filmes de caça ao tesouro com esses obstáculos.

Eu brilhando muito.

Fomos recebidos com céu azul e um arco íris na nossa próxima parada, chamada de cachoeira do Meu Deus. Ela tem esse nome porque quando as pessoas observam seus 56 metros de altura, não tem como dizer outra coisa, se não, Meu Deus haha. É insano! Entrei rapidamente na piscina natural formada pela cachoeira. Muito linda, porém muito gelada.

Imensa essa cachoeira!

O último destino da nossa trip foi uma trilha por dentro de uma das maiores cavernas do País, a caverna do Diabo. A caverna é tão grande que o trecho formado de passarelas e corrimões onde visitantes são permitidos —  leva 50 minutos para ser completado. Porém, a caverna é bem mais extensa do que esse trecho (até hoje ainda estão sendo descobertas novas galerias). 

E entrada da caverna.

Em certo momento, fizemos silêncio e ficamos ouvindo o som do ar passando pela caverna. O som da terra. Foi muito louco. Eu senti um mix de claustrofobia e respeito pela grandeza da natureza. Só me lembro da sensação de gratidão ao chegar em casa depois de um longo dia maravilhoso de altas aventuras. A vida é cíclica, e depois dos dias ruins sempre vem os dias de sol.

Published by Guto

Pai Pet, dono de cinco suculentas. Blogueiro e Ilustrador. Roller boy. Blood marry é horrível.

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