Dica de rolê: Lagoinha do Leste em Floripa

Hello Salvers! Com a chegada da vacina, nóis que lute para segurar a ansiedade por uma vida normal de novo. Por isso, resolvi escrever este texto — que faz parte de uma série de posts —  falando sobre opções de destino para o pós pandemia. Neste primeiro post, escolhi falar sobre Lagoinha do Leste, uma praia no sul de Florianópolis que eu tive a oportunidade de ir duas vezes e vou contar detalhes sobre esse lugar simplesmente incrível e que pouca gente conhece. Vem comigo?

O rolê começou com noix saindo de Curitiba às 23h com destino a Florianópolis. Fui com a galera da Mundo Verde Ecoturismo. Assim que chegamos, já iniciamos o percurso indo em direção a praia do Matadeiro para assistir ao amanhecer no Morro das Pedras, uma formação rochosa à beira mar. Foi lindo, cara!

Depois, atravessamos os aproximadamente 900 metros de extensão da praia do Matadeiro até chegar na entrada da trilha. Meu Deus gente, eu não lembro direito onde é a entrada da trilha, help? Mas acho que é isso mesmo. 

Um remake de Titanic. Cardíacos não curtem.

Essa via — de aproximadamente 5 km — é mais radical, com exposição à altura, e trechos que passam bem próximo de encostas que dão no mar. O percurso é em sua maioria formado por trilha aberta próximo a desfiladeiros dignos de novela que dão uma certa palpitação e medo de escorregar. Um visual de tirar o fôlego, onde pude avistar GOLFINHOS nadando em um mar de intenso tom azul. Caral*** eu vi golfinhos!

E foi bem ali que vi golfinhos.

Mas existe também outro acesso que se dá pelo Pântano do Sul, um caminho bem mais tranquilo, onde a trilha é por dentro da vegetação, com caminho bem demarcado. O percurso também é de aproximadamente 5 km, levando por volta de 2 horas para chegar à Lagoinha. Um caminho mais fácil, fresquinho e seguro, porém — tirando um trecho ou outro — é quase sem vista. O que normalmente o pessoal faz é ir por um caminho e voltar pelo outro. 

Oi gente tudo bem? Essa é a trilha pelo pântano do sul.

Após caminhar aproximadamente 2 horas, chegamos na praia de Lagoinha. Como ali tínhamos ainda três atividades, por uma questão de estratégia decidimos ir até o fim da faixa de areia e só lá entrar no mar. Com vista para o morro da coroa — um imponente morro de pedra com 210 metros de altura que ainda iríamos subir — eu entrei no mar só para não perder a viagem, mas já saí, tremendo haha. Por ser uma praia que recebe maré de mar aberto, a água é bem gelada devido a corrente marítima que chega das Malvinas. Surfistas irão amar.

Mds que delícia. A água, não eu.
hmm kk

No fim da faixa de areia da praia, existe uma lagoa incrível que dá nome a praia, e adentra a mata atlântica. Em contraste com o mar revolto e gelado, a água é incrivelmente morna e calma.

lagoinha do leste

Nas margens, formadas por dunas, o pessoal acampa e faz luau. A maior parte é rasa batendo na cintura. Claro que eu me esbaldei que nem criança e fiquei lá até os dedos enrugarem. Ter gasto tanta energia na lagoa foi um erro, porque o próximo roteiro foi subir os 210 metros do Morro da coroa.

morro da coroa lagoinha do leste
Que perrengue.

A subida começa já na beira da praia e se estende por um desfiladeiro com pedras soltas, onde alguns momentos é preciso escalaminhar. Eu nem sei se essa trilha ainda é aberta, pois a erosão estava foda e perigosa.

lagoinha do leste

Mas o risco valeu a pena. Ao chegar no cume eu troquei de cueca o esforço foi completamente recompensado com uma vista surpreendente que permitia observar toda a extensão da praia e uma grande faixa de mar e mata atlântica. Uma paisagem que lembra lugares como Terra do Fogo e Nova Zelândia.  Aproveitei para tirar fotos na famosa pedra da coroa, uma rocha que lembra uma prancha de surf, suspensa no desfiladeiro. 

fuck yeeh, ra di cal
lagoinha do leste morro da coroa
morro da coroa lagoinha do leste

Nesta altura, eu estava podre e só conseguia pensar em banho quente, dormir três dias e nas dores musculares que eu ia sentir para o resto da semana. E então, começamos o retorno. 

Após um dia lindo e agitado, tomamos banho numa pousada e saímos de Florianópolis às 18h. O frio da serra, no caminho, me fez apagar dentro do micro-ônibus. Chegamos em Curitiba por volta das 23h. 

Dessa experiência incrível, uma das coisas que mais me marcaram é que por ser um lugar dentro de um parque municipal, não existem estradas ou ruas para se chegar até essa praia. Sem mansões à beira mar e carros topzeira na avenida atlântica, foi um lembrete de que somos todos iguais. Falei bonito né? Salve Jack agora é Canal Off. Noixxxxxx

Published by Guto

Pai Pet, dono de cinco suculentas. Blogueiro e Ilustrador. Roller boy. Blood marry é horrível.

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